Rotineiramente, pego o mesmo ônibus com destino para casa.
Vejo alguns rostos conhecidos deste trajeto,
Carregam o semblante cansado da jornada de trabalho diária.
O meu provavelmente espelhe o mesmo.
Procuro sentar-me no mesmo banco, logo à frente, sozinha.
Se não for possível, acomodo-me em outro como posso.
Fones de ouvido devidamente colocados,
Seleciono a música que mais se encaixa ao dia.
Todos a postos, a viagem começa...
Pela janela, observo as pessoas na rua,
E ponho-me a pensar em como foi o dia.
Um pouco depois, avisto aquele caminho iluminado,
Envolto em frondosas árvores,
Copas abertas elevadas, como se quisessem tocar o céu.
E é, então, neste momento que costumo me emocionar,
Ao pensar em tudo o que aprendera neste dia.
Quantas histórias eu ouvira,
Quantas gargalhadas e risadas eu dera,
Quantas lições de vida aprendidas.
E é quando a vida se ilumina como aquele caminho.
A rotina já não parece mais maçante,
As mãos já não doem tanto,
E os calos já não mais incomodam,
Pois são fruto desse trabalho diário,
De dedicação ao próximo, mesmo este sendo desconhecido.
Os olhos agora se põem acima das copas
E agradeço por mais este dia...
Caminhando para o lar